Sylvana Correventos:
Fim da Noite
Dave Kosak
COROA DE GELO
Sylvana Correventos flutua num mar de alívio, e todas as sensações físicas são substituídas por emoção pura. Ela consegue tocar o êxtase, ver o júbilo, ouvir a paz. Aquilo era a vida após a morte, seu destino. O mar eterno onde Sylvana se viu após perecer defendendo Luaprata. Ela pertence àquele lugar. Com cada recordação, a lembrança deste lugar se enfraquece. O som se distancia, o calor arrefece. A visão empalidece como um sonho quase esquecido. Mas com uma clareza terrível, a lembrança sempre termina do mesmo jeito: o espírito de Sylvana é arrancado de lá. A dor é tão intensa que rasga-lhe para sempre a alma. O rosto sorridente de Arthas Menethil, com seu sorriso enviesado e olhos sem vida, a encara maliciosamente. Arthas a puxa de volta ao mundo. Desonra-a. O riso dele, aquele riso vazio, a lembrança disso faz com que ela se arrepie!
