As cinzas caíam lentamente sobre as Agulhas de Arak. Cairiam por dias. Talvez semanas.
Reshad decidiu não se importar. Fumaça e cinzas eram suportáveis — genocídio, não.
A floresta carbonizada, repleta de árvores partidas e dos corpos enegrecidos de outros arakkoas proscritos, o rodeava. Acima, pairavam os pináculos escarpados de Beira-céu, lar dos arakkoas superiores que se empenharam na erradicação do povo de Reshad. As torres de rocha bruta rasgavam o céu como garras. No topo da mais alta repousava um imenso cristal dourado, a arma dos arakkoas superiores que precipitara morte e destruição sobre os proscritos e a floresta onde moravam.